Sábado, 22 Mai 2021

A Roda do Samsara e o Movimento Contínuo

Escrito por Samael Aun Weor
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Estimável auditório, distintos cavalheiros, honoráveis senhoras! Vamos conversar um pouco sobre o movimento contínuo.

De quando em quando, os “velhacos do intelecto” se preocupam com o movimento contínuo e é claro que a opinião pública se agita intensamente.

Sempre se quis inventar algum mecanismo que funcione perpetuamente; mas, isto não é possível devido ao gasto inevitável de materiais. É claro que, se as peças de uma máquina qualquer se desgastam, o Movimento Contínuo desaparece.

Algumas pessoas, tratando de descobrir a Lei do Movimento Contínuo, foram parar no manicômio.

Não podemos mais que rir ao contemplar tantos artefatos que não deram resultado algum. Que mecanismos engenhosos não inventaram os “velhacos do intelecto”? E, no entanto, o problema segue sem solução.

Nós, francamente, já descobrimos a lei do movimento contínuo no cilindro maravilhoso do Arcanjo Hariton.

Diz-se que sua parte principal é feita de âmbar com eixos de platina, enquanto os painéis interiores das paredes são feitos de antracite, cobre e marfim e de um cimento muito forte a prova de frio, de calor e de água e inclusive das radiações das concentrações cósmicas.

Para nosso modo de ver e de entender as coisas, é óbvio que tanto as alavancas exteriores, como as rodas dentadas, devem ser renovadas de tempo em tempo, pois, ainda que sejam feitas de metal mais forte, o uso prolongado as desgasta.

Estamos falando, inquestionavelmente, da roda do Samsara, a qual gira eternamente.

Todos nós, sem exceção alguma, giramos muitas vezes com esta grande roda e, se o movimento contínuo não se interrompeu, deve-se exclusivamente à infinita quantidade de elementos residuais.

Pensemos, por um momento, no eixo desta Grande Roda, esse que se diz que é platina. Poderia também afirmar-se, de forma enfática, que é de prata.

Qualquer um sabe que a prata e a platina são de tipo completamente lunar. É óbvio que não poderia ser de outro material o eixo da roda fatal.

Quanto ao âmbar, é claro que este último se encontra diluído em todo o criado. Não devemos esquecer que esta substância unifica completamente as Três Forças Universais.

Resulta extraordinário que as Três Forças Primárias da Criação, apesar de trabalharem independentemente cada uma, e por sua conta, mantêm-se unificadas graças a esta substância magnífica denominada âmbar.

“Cada um de nós, não somente passou pelo moinho muitas vezes, senão, também, por cada um dos dentes do moinho”.

Dito isso, quero enfatizar a informação de que incessantemente giramos, através de sucessivas eternidades, na roda do Arcanjo Hariton, quer dizer, na Roda extraordinária do Samsara.

O material residual são os egos que, descendo com a trágica roda, desintegram-se no Averno.

Pela direita ascende sempre Anúbis evolucionante e pela esquerda desce Tifão involucionante.

Temos repetido em todas estas conferências, até a saciedade, que a cada um de nós são consignadas sempre 108 existências. É claro que, terminado o ciclo de vidas sucessivas, se não logramos a Autorrealização Íntima do Ser, giramos com a roda do Arcanjo Hariton, descendo dentro do reino mineral submerso.

Com isto queremos falar bem claro e dizer: Evolui-se até um ponto perfeitamente definido pela natureza e logo involui.

Subimos, evoluindo, pelo lado direito da Roda e descemos, involuindo, pelo lado esquerdo da mesma


Trecho do Livro Sim há inferno, Diabo e Carma - Capítulo XIV “O Movimento Contínuo” - Samael Aun Weor

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  • Complexidade do Texto: Intermediário
Ler 588 vezes Última modificação em Terça, 26 Julho 2022
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