Sexta, 04 Dezembro 2020 08:49

O Corpo Como Memória: O Perdão e Suas Marcas Profundas

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Convido-os a escutar, não minhas palavras, um discurso ou uma teoria. Convido-os a escutar o nosso corpo.

Alguns já disseram que o corpo não mente. Mais do que isso, ele conta muitas estórias e em cada uma delas há um sentido a descobrir. Como o significado dos acontecimentos, das doenças ou do prazer que anima algumas de suas partes. O corpo é nossa memória mais arcaica. Nele, nada é esquecido. Cada acontecimento vivido, particularmente na primeira infância e também na vida adulta, deixa no corpo a sua marca profunda.

Como exemplo, lembramos o perdão. Podemos perdoar alguém com a mente. Como disse Platão, aquele que tudo compreende, tudo perdoa. Podemos perdoar com o coração, sinceramente, e nos reconciliarmos depois de termos cumprido os atos de justiça concernentes. Mas o corpo é, frequentemente, o último que perdoa. Sua memória é sempre muito viva. E nossa reação, diante de tal ou qual pessoa que nós perdoamos com nossa mente ou com nosso coração, trai a não confiança estabelecida em nosso corpo.


Livro O Corpo e seus símbolos – Jean-Yves Leloup

Informações adicionais

  • Complexidade do Texto: Básico
Ler 517 vezes Última modificação em Quarta, 30 Abril 2025 15:15