Segunda, 24 Junho 2019

O Despertar da Consciência

Escrito por Samael Aun Weor
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E assim vocês estão aqui para escutar-me, e eu para falar-lhes. Antes de tudo devemos compreender a necessidade de entender-nos reciprocamente.

Antes de tudo vamos buscar, inquirir, indagar, com o propósito de saber realmente qual é o objeto último da existência. É indispensável saber de onde viemos, para onde vamos, porque estamos aqui, e para que. Viver por viver, comer para existir, trabalhar para comer, não pode ser em verdade o único objeto da vida. Indubitavelmente temos que resolver o enigma de nossa existência. Temos que entender o sentido da vida.

Nosso Movimento Gnóstico Internacional tem cinco milhões de pessoas, já se acha estabelecido em todo o hemisfério ocidental, e logo estaremos conquistando a Europa, o Oriente Médio e a totalidade do continente Asiático; temos formado uma corrente esotérica crística que não tem mais que um só objetivo, a AUTO-REALIZAÇÃO INTIMA DO SER. Isso é tudo.

Assim, é chegada a hora de saber quem somos. O corpo físico não é tudo. Ver o organismo humano de qualquer pessoa não é haver conhecido em verdade ao Ser. O organismo humano está composto de órgãos, estes de células, as células por moléculas, e as moléculas por átomos. Se fracionarmos qualquer átomo, liberamos energia. Em última síntese o organismo humano está composto por distintos tipos e subtipos de energia. Einstein disse: energia é igual a massa multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado. Também afirmamos que a massa se transforma em energia, e a energia se transforma em massa. Em síntese diríamos: a vida toda é energia. Determinada por antigas ondulações vibratórias determinadoras de novas frequências oscilatórias.

Os cientistas poderão conhecer a mecânica das células vivas, mas nada sabem sobre o fundo vital. Em nome da verdade diremos: - eles fabricam poderosos foguetes atômicos que viajam a Lua, enormes barcos, bombas atômicas, mas até agora não foram capazes de elaborar um gérmen vegetal capaz, ou com possibilidade, de germinar. Jogarão com a inseminação artificial, poderão conseguir muitos experimentos com zoospermas e óvulos. Poderiam até conseguir filhos de incubadoras, ou provetas de laboratório. É inquestionável que qualquer zoosperma unido a um óvulo poderia originar, em circunstâncias favoráveis, a célula germinal. Esta teria possibilidades de desenvolvimento.

Assim pois, que poderiam ter filhos de laboratório é algo que não colocamos em juízo.

Mas, isso não é de modo algum haver resolvido o problema da vida e da morte. Se colocamos as substâncias químicas de zoosperma e um óvulo sobre a mesa de um laboratório para serem estudadas, estou seguro de que os cientistas poderiam perfeitamente elaborar um zoosperma masculino e um óvulo feminino. Estou seguro que poderiam fazê-lo perfeitamente igual ao natural. Mas o que estou absolutamente seguro e, de que jamais, de tais melhoramentos artificiosos poderia lograr-se a criação de um novo organismo humano.

Don Alfonso Herrera, o grande sábio mexicano, uma das grandes luminárias que tivemos em nosso país, México, conseguiu criar a célula artificial. Ele foi o autor da teoria da plasmogenia. Criou uma célula muito similar à célula natural. Mas esta célula jamais teve vida, foi uma célula morta. Assim que, os homens de ciência jogam com a mecânica dos fenômenos. Com o que a natureza criou.

Não são capazes de criar uma simples semente vegetal, suscetível de germinar. E não obstante, se pronunciam contra isso que é o real, contra o Divinal, contra o Divino Arquiteto do Universo. Fácil é pronunciar-se contra o Logos, muito fácil é negar ao Divino Arquiteto, mas demonstrar tal asseveração, tal negação, quão difícil...

Porque até agora não apareceu sobre a face da Terra um só cientista capaz de fazer um gérmen da mais insignificante erva, um gérmen artificial. Que este gérmen germine de verdade. Poderão os cientistas decompor amebas, poderão também lograr união de organismos protoplasmáticos, etc., etc., etc., mas jamais criarão vida. Jogarão sempre com o que já está feito. Se fazem enxertos vegetais, com os quais alteram fundamentalmente a flora. Os frutos de tais enxertos não têm os mesmos valores energéticos dos frutos realmente originais. Em todo caso se joga com a mecânica dos fenômenos, com o que já está feito. E isso é tudo.

Quando se trata de explorar o organismo humano, se descobre a célula viva. Os cientistas desconhecem a força vital. Obviamente o organismo humano tem "nexus formativus", um fundo vital orgânico, quero referir-me em forma enfática ao Lingam-Sarira dos Teósofos, ao corpo vital, à condensação termo-eletro-magnética. Os cientistas russos, nestes momentos estão estudando o corpo vital. Possuem aparelhos extraordinários de percepção ótica, mediante o qual foi possível fotografar o corpo vital. Estuda-se em relação com o organismo físico, e fora dele também, isto é, fora do organismo físico. Os cientistas têm dado ao corpo vital o nome de "Corpo Bioplástico". Assim que o corpo físico tem um sustento vital sem o qual não poderia existir. Mas, isso não é tudo. Mais além do corpo físico, e seu assento vital orgânico, está o Ego.

Muito se discutiu sobre o Ego. Inumeráveis teorias antitéticas se combatem entre si. Muitos são os adoradores do Ego. Muitos são os seguazes do Alter-Ego. Para algumas escolas o Ego é sagrado, para outras o Ego é dual; se fala do Eu Superior e do Eu Inferior, se diz que o Eu Superior deve dominar ao Eu Inferior o qual é falso.

Para poder falar sobre o Ego com autoridade, se necessita haver desenvolvido o sentido de auto-observação psicológica. Só assim, e por experiência direta, pode mencionar-se com claridade meridiana ao Ego, ao Eu, ao Si Mesmo, ao Mim Mesmo. Ter alguma teoria sobre o Ego, fazê-la própria, ou logo defendê-la a capa e espada, resulta no fundo empírico. Situar-se em tal ou qual escola, para acionar dali, ou reacionar, defendendo a consciência egóica, de fato resulta ininteligente. Nós necessitamos saber o que é esse Ego, esse Eu que domina o corpo vital e ao corpo físico. Sem tais teses, sem a experimentação direta, é paradóxico, incongruente, ilógico. Não resiste a uma análise de fundo. Poderíamos usar a lógica dedutiva ou indutiva, fazer silogismos ou, qualquer disciplina intelectual do oriente ou ocidente para defender nossa tese com respeito ao Ego. Cada qual é livre de usar procedimentos de qualquer tipo para defender seus pontos de vista relacionados com a questão egóica. Mas tampouco isto resulta no fundo inteligente. Há que ir mais longe, há que experimentar, só assim, com base na experiência direta, e não indireta, é como podemos sentar axiomas matemáticos com respeito ao Ego. Obviamente os melhores psicanalistas, teosofistas, etc., etc., etc., têm errado com respeito ao Ego. Falando sobre o Ego subliminal, falharam lamentavelmente.

O Alter-Ego dos grandes espiritualistas tampouco resiste a uma análise superlativa e transcendental. É teórico no fundo. Até a própria H. P. Blavatsky, errou quanto ao Ego. O considerou divinal. Se ela houvesse experimentado a realidade do mesmo, não haveria defendido tanto a consciência egóica.

O que é pois, esse Eu, esse Si Mesmo, esse Mim Mesmo, que em nosso interior carregamos? Só auto-observando-nos psicologicamente descobriremos o que é. Manojo de desejos, recordações, pensamentos, opiniões, conceitos, pensamentos, volições, etc... Ostensivelmente tal Ego nem sequer é uma unitotalidade, unicidade. Tal Ego, no fundo resulta pluralizado. Pode dizer-se com inteira claridade que o Ego é múltiplo. Isto me recorda os tibetanos. Afirmam eles em forma enfática que dentro de cada ser humano existem muitos agregados psíquicos. Indubitavelmente os mesmos representam em verdade nossos defeitos de tipo psicológico. Ira, cobiça, luxúria, orgulho, inveja, preguiça, gula. No Crístico Evangelho do Grande Kabir Jesus, se diz que JESUHA tirou do corpo de Maria Madalena sete demônios, obviamente se trata dos sete pecados capitais. Disto não cabe dúvida alguma. E esses sete se podem multiplicar por outros sete e esses por outros mais. No fundo nossos defeitos são multifacéticos. Ainda que tivéssemos mil línguas para falar e palato de aço, não alcançaríamos enumerá-los cabalmente.

Se fala de sete demônios; poderia citar-se milhares de demônios. Pois repito, nossos defeitos são polifacéticos. Tias milhares de demônios, tais quantidades, formam o Ego. Inquestionavelmente o Eu é Eus. Existe o Eu da Ira, o Eu da Cobiça, o Eu da Inveja, etc., etc.. Toda essa multiplicidade de Eus parecem pessoas; são pessoas psicológicas dentro de nossa pessoa. Se combatem entre si mutuamente, não guardam ordem de nenhuma espécie. Quando um da legião consegue dominar os centros capitais da máquina, se crê o único, o amo, o senhor. Depois é deslocado. Estamos cheios de muitas contradições na vida. Tão logo afirmamos algo, como negamos. Não temos um centro de gravidade permanente. Isto indica com inteira clareza que somos uma multiplicidade de elementos indesejáveis. O mais grave de tudo isso, é que dentro de cada elemento inumano se acha enfrascada a consciência.

Os psicólogos antigos do século passado denominavam objetivo a tudo o que corresponde ao mundo físico, à experiência sensual, e subjetivo a tudo relacionado com os processos psíquicos. Nós os gnósticos somos diferentes. Chamamos objetivo ao real, espiritual, ao verdadeiro. E subjetivo ao sensual. Desafortunadamente, todos os elementos indesejáveis que em nossa psique levamos são subjetivos. A consciência, a essência, se acha engarrafada, enfrascada, embutida, entre todos esses elementos de tipo subjetivo. Agora nós explicaremos porque a consciência das pessoas se encontra em estado inconsciente, adormecida. Desgraçadamente as pessoas de modo algum aceitariam que dormem. Supõem as multidões que estão despertas. E quando alguém lhes enfatiza a idéia de que têm a consciência adormecida, até se ofendem. Se as pessoas tivessem a consciência desperta, poderiam ver, ouvir, tocar e apalpar as grandes realidades dos mundos superiores. Mas as pessoas dormem, têm a consciência em sonhos.

Despertar é indispensável, urgente, inadiável. Todos os aqui presentes jamais viram o mundo como é. Todos sonham, mas não conhecem. O vêem com sua consciência onírica. Jamais o viram realmente. Crêem que conhecem o planeta Terra, mas não o conhecem. Mais ainda, estou seguro que nem conhecem o pêlo de um bigode... Perguntaria a qualquer varão dos aqui presentes, quantos átomos tem sequer um só pêlo de seu bigode? Quem poderia dar-me uma resposta exata e matemática? Quem poderia passar ante o quadro negro para fazer a soma total desses átomos? Demonstrá-lo com uma equação aritimética? Apresentar uma premissa conducente a um silogismo exato? Estou seguro que isto não é possível.

A consciência dos aqui presentes está adormecida. Quem dos aqui presentes viu alguma vez a verdade? Quem conhece a verdade? Quando a Jesus lhe perguntaram "que é a verdade?", guardou silêncio; e quando a Buddha Gautama Sakyamuni lhe fizeram a mesma pergunta, deu as costas e se retirou. A verdade é o desconhecido de instante em instante, de momento em momento.

Só com a morte do Ego desperta a consciência. Só a consciência desperta pode experimentar isto que é o real. Isto que não é do tempo. Isto que está mais além do tempo, dos afetos e da mente. Isto que é a verdade. Enquanto nós não tenhamos experimentado a verdade, nada saberemos sobre os mistérios da vida e da morte. Seria impossível experimentar o real se antes não libertamos a consciência, se antes não a extrairmos desses elementos indesejáveis que constituem o Ego. Quando nós tenhamos quebrantado todos esses elementos inumanos e indesejáveis, esses elementos subjetivos que formam o Eu da Psicologia Experimental, a consciência será livre, soberana, só então experimentaremos o real.

Nós vivemos em sonhos. Não vemos o planeta Terra tal como ele é. Sonhamos com o sonho Terra. É pictório para nós. Quando nossa consciência desperta, veremos que a Terra é tão diferente do sonho que tínhamos sobre a mesma. Veremos uma Terra multidimensional, conheceremos o corpo vital desta mole planetária em que vivemos. Descobriremos os mistérios da vida e da morte, e tudo o que é, o que foi e o que será. Quando a consciência desperta, entraremos em contato com outras humanidades que vivem junto a nós e que até a data presente os ignoramos.

Não somos os únicos habitantes da Terra. A humanidade terrestre em modo algum é a única humanidade que vive sobre a face da Terra. Aqui nesta Terra, que gira ao redor do Sol, convivem conosco outras humanidades. Nas dimensões superiores da natureza existem outras raças humanas que não saíram do Eden, e que vivem na quarta vertical. No corpo gigantesco vital desta mole planetária que gira ao redor do Sol, gentes aí felizes em estado paradisíaco. Gentes do Eden, dos Campos Elísios, da Terra Prometida, onde os rios de água da vida manam leite e mel. Gentes que não saíram do paraíso, vivem do nosso lado, e sem embargo, nem os tocamos, mas existem.

Vocês, repito, não viram o planeta Terra. Só em sonhos vêem um planeta deformado, um planeta pictório, um planeta sonho.

Despertar é indispensável. A humanidade comum e corrente tão só possui uns 3% de consciência desperta, e uns 97% de consciência adormecida. Raro é o que tem 10% de consciência desperta. Se a humanidade em geral tivesse sequer 10% de consciência desperta, então não haveriam guerras. Quando a pessoa desintegra o Ego; quando o reduz a poeira cósmica, quando chega a aniquilação budista, a consciência se desperta absolutamente, em 100%. Então se abre ante nós, maravilhosamente, a Terra Prometida. Então nos pomos em contato com os deuses antigos citados pela mitologia grega. Então descobrimos verdadeiramente o que é a Religião Sabedoria.

Não seria possível tudo isso se antes não nos resolvêssemos a passar por uma mudança radical. Assim como estamos, com a consciência dormida, em estado de inconsciência total, somos verdadeiros cadáveres viventes. Estamos mortos para o Ser. Não temos realidade nenhuma.

Em nome da verdade devo dizer a vocês que somos vítimas das circunstâncias. É necessário aprender como iniciar novas circunstâncias, quando nós somos vítimas das mesmas. Só o Ser pode fazer. Nós não podemos fazer nada. Existimos sobre a face da terra exclusivamente com o propósito de servirmos à economia da natureza. Cada um de nós é uma máquina encarregada de captar determinados tipos e subtipos de energia cósmica, e retransmitir às capas interiores do organismo planetário. Somos máquinas a serviço da economia da natureza.

Nos cremos muito grandes e muito sábios, quando em verdade não somos senão máquinas ao serviço da grande natureza. A humanidade inteira é um órgão da natureza, um órgão encarregado precisamente de assimilar e eliminar determinadas substâncias e forças.

Nos cremos poderosos, quando em verdade não o somos. Reconhecer o que somos é indispensável. Cremos ser já homens, no sentido mais completo da palavra, quando, todavia não o somos. Ser homem é algo muito grande. O homem é o Rei da Criação. Nós todavia nem sequer somos reis de nós mesmos. Não aprendemos dirigir conscientemente nossos processos psíquicos. E não obstante nos cremos grandes. Devemos começar, se queremos mudar, por reconhecer o que somos.

Inquestionavelmente, não somos mais que animais intelectuais condenados à pena de viver. Mas nos cremos sábios.

O Logos, o Sol, está fazendo nestes instantes, um grande experimento. O faz no tubo de ensaio da natureza. Quer criar homens. Na época de Abraão, o Judeu, se fizeram muitas criações. Se conseguiram originar certa quantidade de homens. O Sol depositou em nossa glândulas sexuais os gérmens para o homem. E estes gérmens podem perder-se; não é seguro que se desenvolvam. Se queremos que o homem nasça em nosso interior, como a mariposa na crisálida, necessitamos cooperar com o Sol; só assim poderão tais gérmens desenvolver-se em nós. Obviamente se necessita um terreno adequado para o desenvolvimento ao homem. Se alterarmos o organismo, se efetuamos os enxertos glandulares, se estamos de acordo com os transplantes orgânicos, etc., o terreno orgânico não será favorável para o desenvolvimento dos germens do homem.

No passado, houve uma raça humana, que definitivamente estabeleceu uma ditadura política. Uma raça da época secundária ou primária. Tal raça proibiu o relacionado com questões religiosas. A religião estorvava aos líderes políticos e ditadores. A livre iniciativa foi desintegrada, eliminada. Como consequência começou a degenerar. Esta raça se entregou a toda classe de experimentos glandulares, transplantes, etc.. Com o tempo começou a deformar-se. A morfologia foi alterada fundamentalmente. Os processos degenerativos intensificaram cada vez mais.

Passaram-se milhões e milhões de anos, sua involução foi-se fazendo cada vez mais atroz. Terminou transformada em algo mecânico e horrível, nefasto. Esta raça degenerada ainda vive sobre a face da Terra. Quero referir-me, em forma enfática, às formigas. Raça humana degenerada.

Não estou afirmando em forma dogmática, como supõem alguns neste auditório. Aqueles que hajam desenvolvido as faculdades superlativas ou transcendentais do Ser, quem haja despertado a consciência superlativa e transcendental, aqueles que eliminaram o Ego, poderão estudar os registros akashicos da natureza, verificar por si mesmo em forma direta, e não indireta, o que aqui estou afirmando enfaticamente. Discutir por discutir, ostentar antíteses para arguir, com o propósito de destruir as afirmações, resulta demasiado superficial, quando não se experimentou com os sentidos superiores do Ser.

Assim que, se nós não cooperarmos com o experimento solar, será impossível que os germens para o homem se desenvolvam em nós, em nosso interior. São os germens para o corpo astral, que ainda não o tem a humanidade. São os germens para o corpo mental, que tampouco têm as pessoas. São os germens para o corpo da vontade consciente, que ainda não tem a humanidade.

Sem embargo, teosofistas, yoguistas, aquarianistas, etc., etc., etc., crêem que têm tudo isso e muito mais, crêem que já têm o setenário teosófico, que são homens íntegros, unitotais, que são maravilhosos, inefáveis, etc., etc..

A crua realidade de tudo isso é que, para criar o corpo astral, se necessita da sexologia transcendental e transcendente, se necessita aprender a manejar o Mercúrio da Filosofia Secreta, se necessita de verdade entrar pelo caminho da regeneração sexual, porque os degenerados do infra-sexo, os fornicários, os adúlteros, os homossexuais, as lesbianas, etc., são semente podre, da qual não pode sair jamais o homem. Ou lutamos por regenerar, ou marchamos pelo caminho involutivo, descendente, dos mundos inferiores. Estamos ante o dilema do Ser ou não Ser da filosofia. Este não é um momento de estar brincando com o vão palavreado insubstancial de conversa ambígua. Este não é o momento de estarmos deleitando-nos com sofismas de distração. Há chegado o momento em que temos que decidir-nos: Ou nos convertemos em homens, ou involuímos entre as entranhas da Terra.

Poderiam dizer-se o seguinte: com que autoridade afirma isto? Em que se baseia? Em nome da verdade tenho que dizer a vocês, gostem ou não gostem, creiam ou não creiam, eu sou o Quinto Anjo dos Sete, que sou SAMAEL, que é o regente de Marte; não importa, não importa se vocês crêem ou não crêem...

Nunca se acreditou em nenhum Mestre que veio à Terra, em nenhum Avatara, tampouco vou acreditar que vocês creiam em mim. Não se acreditou em Buddha, e o envenenaram; não se creu em Milarepa, e também se lhe deu veneno; não se creu em Jesus de Nazareth, e se o crucificou; não se creu em Apolônio de Tiana, e o encarceraram lá em um horrível calabouço de Roma. De maneiras que a humanidade odeia os profetas, portanto não posso crer, não creio, de nenhuma maneira, que vocês me aceitem como um Avatara, e nada pelo estilo. Mas, digo, assim como já disse, e continuarei a dizê-lo, aos que crêem e aos que não crêem, que ainda, todos os seres humanos que povoam a face da Terra, não são homens. Animal, isto é, porque comem e dormem, e vivem como bestas. Enquanto não nos resolvamos a criar os corpos existenciais superiores do Ser, continuaremos sendo bestas.

Assim pois, se queremos criar estes corpos, para receber os princípios anímicos espirituais que irão nos converter em verdadeiros homens, necessitamos regenerar-nos sexualmente, acabar com o horrível vício da fornicação, acabar com a masturbação, com o homossexualismo, com o lesbianismo, com o adultério asqueroso. Só assim, revolucionando-nos, poderemos regenerar-nos.

De que serve que nos enchamos a cabeça de teorias, se estamos apodrecidos pelo adultério e a fornicação? De que serve que nos enchamos com as bibliotecas do mundo, se continuarmos sendo o que somos?... Assim pois, é chegada a hora da regeneração, isto é o fundamental. Transmutar as energias criadoras. Mas as pessoas odeiam a transmutação. Odeiam porque o Ego odeia o que significa regeneração.

O Ego não quer morrer. A ninguém se lhe gosta que lhe ponham uma pistola no peito, a ninguém se lhe gosta que o ameacem com uma metralhadora. Assim ao Ego não se lhe poderia gostar jamais que alguém lhe apresente a doutrina pela transmutação sexual e a regeneração. Isto vai contra o prazer sexual, isto vai contra a orgia, isto vai contra o desperdício, que é o que mais tem o Ego. Assim, pois, nos é dada a opção, ou nos regeneramos, ou nos perecemos.

Logo, uma massa planetária chegará à Terra, uma massa gigantesca, quero referir-me a Hercólubus. Tal massa, produzirá uma revolução total dos eixos da Terra. Os mares tragarão os atuais continentes. Os fornicários, os perversos, os adúlteros, terão que entrar nas entranhas da Terra, para involuir no tempo. Os que ouvem estas palavras, não se espantem, porque não há em forma alguma o pietismo, a hipocrisia, a tolerância com o delito, com o vício, etc., etc., etc..

Estamos aqui para estudar esta noite o que somos, o que queremos ser. Disse que levamos um montão de diabos em nosso interior, disse que precisamos aniquilar todos os nossos defeitos psicológicos. E disse também que necessitamos criar os corpos que não temos, para converter-nos em homens. Transmutação é básica para a criação destes corpos. Há que transmutar o esperma sagrado em energia. Essa energia criadora é o Mercúrio da Filosofia Secreta, o Mercúrio dos Sábios. Com essa energia maravilhosa, podemos realizar a criação dos corpos existenciais superiores do Ser.

Em alquimia, se fala do Sal, do Enxofre, e do Mercúrio. Nós somos o sal da terra. Este sal deve ser fecundado pelo mercúrio e pelo enxofre. O mercúrio é a alma metálica do esperma, é a energia criadora do terceiro logos. O enxofre é o fogo divinal em nós, o Fohat, a ígnea chama que deve desenvolver-se em nossa espinha dorsal. Quando logramos a combinação completa do sal, do enxofre, e do mercúrio, mediante a transmutação e sublimação, teremos o material para criar o corpo astral, teremos material para criar o corpo da mente, teremos o material para criar o corpo da vontade consciente. A chave é muito simples, e não tenho inconveniente algum em dá-las aqui neste momento ante este auditório. Assim, a todos vos digo: "conexão do Lingam-Yoni, sem ejaculação do Ens Seminis"; porque no "Ens Seminis" está o "Ens Virtutis" do fogo. Este artifício maravilhoso, extraordinário é o "SECRETUM SECRETORUM" dos alquimistas medievais.

Antigamente no Egito dos Faraós, este "Secretum Secretorum" da ciência de Hermes, somente se entregava de lábios a ouvido, e sob palavra de juramento. Assim eu o recebi dos Faraós. Quem violava o juramento, era condenado a pena de morte. Os papiros egípcios dizem que se lhe cortava a cabeça, se arrancava o coração, queimava seu corpo, e as cinzas eram lançadas aos quatro ventos. Agora, muitos não têm este simples artifício, este "Secretum Secretorum", e como o necessitam, vou presenteá-lo. No antigo Egito, custava até a própria vida, e então este segredo era zelosamente guardado. Os sábios egípcios guardavam o segredo da preparação do mercúrio, e eu não o guardo, eu o entrego a vocês. Se vocês quiserem trabalhar com o mercúrio, criarão os corpos existenciais do Ser, e poderão então receber os princípios anímicos espirituais, e converterem-se em homens, mas em homens de verdade.

No entanto, é necessário eliminar os elementos indesejáveis que em nosso interior carregamos. Porque se alguém fabricasse os corpos existenciais superiores do Ser, e não eliminasse os elementos indesejáveis que em nosso interior carregamos, se converteria em Hanasmussen, com duplo centro de gravidade; digo isso porque não tenho gana de lograr uma colheita de Hanasmussen. Eu trabalho para criar homens solares, homens de verdade, homens reais. este é o objeto da minha missão, da missão que estou cumprindo. Vim para criar homens. Em nome da verdade, digo: se faz necessário, indispensável, eliminar o mercúrio seco, é dizer: os Eus que em conjunto constituem o Ego.

A eliminação se baseia em três aspectos fundamentais. Necessitamos desenvolver o sentido da auto-observação psicológica; no terreno da vida prática, em relação com nossas amizades, no trabalho, etc., etc., etc., os defeitos que levamos escondidos afloram espontâneamente. E se nos encontramos em estado de alerta-percepção, alerta-novidade, esses defeitos podem ser descobertos. Defeito descoberto, deve ser enjuizado, analisado, compreendido. Mas, a compreensão não é tudo. Necessitamos execução, dissolução, eliminação, de tão horríveis defeitos. Se faz inadiável eliminar os defeitos que hajamos compreendido.

A mente por si mesma não pode alterar fundamentalmente nenhum defeito, ela pode rotulá-lo com distintos nomes, passá-lo de um departamento a outro do entendimento, escondê-lo de si mesma e dos demais, justificá-los ou condená-los, mas jamais poderá em verdade alterá-los radicalmente.

Se queremos a eliminação, se faz necessário apelar a um poder superior à mente. Afortunadamente esse poder existe em cada um de nós, em estado latente. Quero referir-me em forma enfática a Devi-Kundalini Shakty, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Tonantzin, Isis, Réa, Cibeles, Adonia, Insoberta, etc. Deus Mãe. Só implorando a ajuda de Devi-Kundalini Shakty, só suplicando a Isis Adonis, que elimine radicalmente de nossa psique o defeito descoberto e compreendido, logramos então, em forma total, a desintegração do mesmo.

Assim, chegou a hora de eliminar nossos defeitos. Se fabricássemos os corpos existenciais superiores do Ser e nos convertêssemos em homens, e não eliminássemos de nossa psique os defeitos psicológicos, fracassaríamos lamentavelmente, nos converteríamos em abortos da Mãe Cósmica, em fracassados, em Hanasmussen, com duplo centro de gravidade. Um Hanasmussen tem duas personalidades interiores, uma divinal e outra tenebrosa. O Hanasmussen deve involuir entre as entranhas da terra até tornar-se poeira cósmica. De modo algum queremos uma colheita de Hanasmussen. O trabalho deve ser completo. Há que trabalhar na NONA ESFERA para criar os corpos existenciais do Ser; e também há que eliminar o Ego animal; e por último, há que levantar a tocha bem alto... Devemos sacrificar-nos pelos demais, para iluminar o caminho de outros. Só assim, originaremos em nosso interior uma transformação total, só assim, nascerá em nós o homem, só assim estaremos verdadeiramente salvos.

Hoje em dia, o animal intelectual crê que sabe tudo, quando em verdade nada sabe; falando em estilo socrático, diríamos que não somente ignoram, como ademais, ignoram que ignoram. Não somente não sabem, mas sim, ademais, nem sequer sabem que não sabem. Um código antigo disse: "Os Deuses criaram os homens de madeira, e depois os fundiram com a Divindade", mas também enfatiza: "Nem todos os homens lograram fundir-se com a Divindade". Assim que, há de criar homens, mas é necessário que estes se integrem com a Divindade. Porque o Hanasmussen é precisamente o resultado de não haver dissolvido o Ego. Não haver-se logrado a integração com o Divinal. Para chegar a estatura do Super-Homem é necessário integrar-nos com o Real, com a Divindade.

Primeiro há que criar ao Homem, e logo ao Super-Homem. O Super-Homem está mais além do Bem e do Mal. O Super-Homem é o Cristo Vermelho, revolucionário, rebelde, terrível. O Super-Homem está mais além dos códigos de moral, rançosa, torpe, mais além dos dogmas decrépitos da evolução, mais além de tudo isso que se há escrito de teosofismo, de rosacrucianismo barato, de yoguismo, espiritualismo, etc., etc., etc.. O Super-Homem está além do bem e do mal, empunha a espada da justiça cósmica, transforma o chumbo em ouro, conserva seu corpo físico durante milhões de anos, é o rei da natureza, rei do fogo que flameja, rei dos ares, rei das águas, rei da terra, etc..

Com que objeto nós entramos nesses estudos de tipo esotérico? Será acaso para distrair-nos? Desgraçadamente muitos dos que entram no esoterismo e pseudo-ocultismo barato que tanto abunda nessas escolas de tipo degenerado e hipócrita, realmente o que querem é distração, diversão; porque quando se lhes chama a tratar com a Sabedoria da Serpente, a tratar com a Águia, a deixar todos os dogmas, fogem espavoridos, se ocultam entre seus prejuízos.

Assim que não é a Auto-Realização o que buscam, mas sim diversão. É que a mente está acostumada a vagabundar, hoje está com uma teoria, amanhã com outra, hoje a um circo, amanhã a uma cantina. Mas, ser sério é muito difícil. São muitos raros os que querem ser sérios. Nós os Gnósticos somos revolucionários, rebeldes, terríveis, vamos contra o dogma da evolução, vamos contra todas as teorias estabelecidas por estas pessoas bestialmente equivocadas. Queremos o despertar da cobra sagrada, da víbora divina em nós, da cobra terrivelmente sublime. Me refiro ao KUNDALINI, essa serpente que se desenvolve pela espinha dorsal, essa serpente que só desperta com a Magia Sexual, com a transmutação da libido sexual...

E não é suficiente tudo isso. Os Industões falam sobre o Kundalini; sobre seu desenvolvimento. Mas eu digo que em verdade, ainda que os yogues digam que os chacras se abrem com o Kundalini, inquestionavelmente ninguém poderá gozar com os poderes dos chacras, dos poderes ocultos, dos poderes esotéricos, se antes não foi tragado pela cobra.

Entre os Maias, lá em Yucatan, encontrei um Templo; aparece ali uma grande serpente tragando um iniciado. Dizem os Maias que nós necessitamos ser devorados pela serpente.

Sim, a Sabedoria da Serpente sabem por lá. Necessitamos despertar a serpente em nós, à base de transmutação sexual e logo ser devorados pela serpente. E mais tarde no tempo, a Águia, o Logos, tragará a serpente e então nos converteremos em Super-Homens. Isto vale mais que todas as teorias que se escreveram no mundo, em milhões de volumes que os hipócritas de todas as escolas lêem. Isso vale mais que todo pietismo incongruente, isso vale mais que as falsas fraternidades.

Necessitamos em verdade despertar a cobra e ser devorados pela cobra. Necessitamos converter-nos em Serpentes.

Assim que chegou a hora das grandes reflexões. Ante nós estão esses dois caminhos que devemos eleger; um passo atrás e estaremos perdidos. Os corpos existenciais superiores do Ser devem converter-se em veículos de ouro puro quando se intenta chegar a integração com o Divinal. Assim ensina a Alquimia Sexual. Mas para que o corpo astral se converta em um veículo de ouro, da melhor qualidade por exemplo, se faz necessário eliminar do mesmo os elementos indesejáveis da ira, da cobiça, da luxúria, da inveja, do orgulho, da preguiça, da gula, etc., etc., etc.. Um corpo astral de ouro puro é devorado pela serpente. Um corpo mental de ouro puro, livre de paixões e desejos, é tragado pela cobra sagrada. Um corpo da vontade consciente, isento de elementos indesejáveis é tragado pela víbora divina.

Quem possua os corpos de ouro puro, que possua o estado arcangélico, vai ser tragado pela serpente, será devorado pela águia, e se converterá na Serpente Emplumada, como Quetzalcoatl, como Manco Capae no Peru incaico, como Hermes Trismegisto, o três vezes grande Deus Ibis de Thot, no Egito dos Faraós. Nós necessitamos transformar-nos em Deuses, e isso somente é possível mediante a transmutação sexual, a eliminação de todos os nossos defeitos, e por último o sacrifício por nossos semelhantes.

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